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"NÃO ESTIVE EM TODOS

OS LUGARES

MAS ESTÃO NA

MINHA LISTA"

"Depois de começar, a imobilidade assusta-te!"

Susan Sontag

Antes de mais, começo por explicar a razão pela qual estou por cá - EU? Que sou gémeos e que, regular e subitamente, tenho que mudar o que estou a fazer porque já estou cansada de estar sempre no mesmo. 

Criei esta página para que, quem sabe quantos do meu povo português, conheçam o México que existe, tão grandiosamente, para além de Cancun, Riviera Maya e Cidade do México (não tirando, de forma alguma, o mérito aos referidos estados).  

Ao mesmo tempo, para servir de incentivo à juventude que tem que fazer estágios internacionais, muitos deles, sozinhos, sem conhecer nada nem ninguém, a arriscar, a ir e acreditar que o que nos transforma e o que nos dá interiormente, o desenvolvimento pessoal é muito mais importante do que os medos que, inocentemente, familiares e amigos próximos, nos vão contagiando.  

E, por último, porque quando foi a minha vez de arriscar tudo, de vir para o México e, como qualquer jovem, consultar a internet (fóruns, blogs, etc), o que encontrava era tudo menos positivo acerca do estado onde estou, quando na verdade, cheguei e fiquei rendida, encantada por tudo aqui.

 

Sou Liliana Calisto, conhecida por Lia, 24 anos estudante de Coimbra no curso de Turismo, preparada para uma nova etapa - estágio. Como é da minha natureza ir (não importa onde), tendo oportunidades, não queria fazê-lo no meu país. Preferi fazê-lo num país estrangeiro, podendo, assim, beneficiar em vários aspetos: enriquecer o meu cv, conhecer outra cultura, investir noutra língua e ao mesmo tempo, um dos aspetos mais importantes, desenvolver o meu "eu". 
Não é, manifestamente, fácil de explicar, mas é um facto que por cada viagem, por cada estadia prolongada noutro país, tudo se torna diferente. Os nossos olhos mudam, as pessoas mudam, a nossa perceção muda, enfim... Tudo fica tão distinto!

Comecei por arriscar um estágio numa cadeia hoteleira de luxo, na Galiza, mais propriamente em Sanxenxo, onde desempenhei desde o primeiro dia funções de rececionista e animadora infantil. A receção era algo novo, que nunca tinha experimentado e não tinha qualquer opinião formada (a não ser que adorava os uniformes de muitos deles, que se viam de uma elegância tamanha). Desde início fiquei com outras rececionistas experientes que sempre me ensinaram e me davam a experimentar as diferentes tarefas de receção. 

O que eu aprendi com isso! Foi uma experiência tão enriquecedora, tão forte, que despertou o "bichinho" deste tipo de intercâmbios ou experiências, com uma vontade de insaciável de ir mais além. Já para não falar que na casa onde vivia, com outros trabalhadores do hotel, passei momentos que marcaram e fizeram toda a diferença - fui forçada a aprender a língua por eles, que me deixavam recados e me ignoravam quando falava português, para que falasse em espanhol, mesmo que ainda fosse "portunhol". 

Aí vivi com pessoas de vários cantos do mundo, de Espanha, do Paraguai, do México, dos Estados Unidos, de Londres, e de mais uns quantos países, e até regressei a Portugal com uma "irmã" portuguesa, com quem partilhava 24 horas por dia. 

Eu fui tão bem recebida, tão bem tratada que, talvez por isso, quando recebo no meu país pessoas de fora, que estão sozinhas, tento ao máximo ajudar a integrá-las, ainda que seja só no início. 

Depois desta experiência, fui para a universidade, já mentalizada que queria mais experiências deste género e foi aí que se me apareceu o programa Erasmus,

 

De uma enorme lista de países europeus, com diversas universidades, para onde iria eu? 

Inicialmente optei por Manchester, acreditando que iria ser bom para desenvolver mais o meu inglês e que me poderia fortalecer o cv, contudo, depois de algumas reuniões com o Gabinete de relações internacionais, foi-me apresentada a instituição La Rochelle Business School -  Group sup de Co. Nome, esse, que não me dizia, rigorosamente, nada, até que, depois de falar com alguns profissionais da área e de todos me dizerem que era uma grande referência na área, pensei: “ Porque não arriscar?” 

 

Preparei as malas, preparei a carteira, preparei a minha querida e estupenda família e preparei a minha mente: vamos então para La Rochelle, vamos para França. 

Posso, orgulhosamente dizer que foi uma, diferente mas também grandiosa, experiência. Mais uma vez, partilhei residência com inúmeras nacionalidades, atrevo-me mesmo a dizer que são tantas que por muitas que diga estou certa que me esquecerei sempre de alguma. 
Saí de Portugal com outra portuguesa, a Sara, com quem criei laços bastante bonitos, com quem aprendi e ensinei a viver, de novo, em partilha total. 

Aí vivi com marroquinos, russos, polacos, chineses, chilenos, suíços, franceses, alemães, indianos, lituanos, belgas, espanhóis, venezuelanos, mexicanos, e muitos mais. Aí fiz amigos com os quais ainda hoje tenho uma bonita relação.

 

 

Pouco tempo depois, o México cruzou-se comigo!!!

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© 2023 por YOLO.

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