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Depois de garantir à minha orientadora de estágio que queria fazer o meu estágio por terras mexicanas, tocou-nos esperar. Os contactos tinham sido iniciados, só faltava um feedback, preferencialmente positivo. E nesse compasso de espera sempre que consultava a internet, por vezes para fazer tarefas académicas bastante importantes, terminava sempre no mesmo: à descoberta do México pela rede.

Talvez, a essas consultas excessivas, deva este está página! Podem não acreditar, ou talvez sim… mas cada vez que visitava algum fórum ou site, na tentativa de conseguir o máximo de informações do estado para onde iria, acabava por abandonar o meu pc, completamente derrotada: se uns me falavam das inundações de 2007, outros falavam do narcotráfico, se outros falavam em não trazer objetos valiosos pela rua, outros davam o seu testemunho de terem sido roubados, e de terem amigos que foram brutalmente espancados, e quando pensava que já tinha visto as noticias todas, o tema das mais de 4 dezenas de estudantes sequestrados volta a ser falado. Para quem vinha sozinha, completamente sozinha, para um mundo completamente diferente do seu, sem saber onde ia viver, onde ia trabalhar e com que pessoas ia lidar, a situação não era muito agradável. Contudo, a minha intuição e insaciedade de experiências desta natureza, fizeram com que não prestasse demasiada atenção a esses ditos e, felizmente, viesse.

Vim, e não podia estar melhor!
Começando pelas pessoas que me receberam, desde o aeroporto até à casa onde me instalei, com uma família mexicana, as minhas colegas de trabalho e os meus chefes, todos, sem exceção alguma, foram estupendos comigo, não havia forma de me receberem melhor.
Notei, desde o início, que tudo fazem para que me sentisse e sinta totalmente em casa e para que desfrute ao máximo deste maravilhoso país.

 

No dia seguinte à minha chegada, optei por ficar em casa, a descansar e reabastecer energias, afinal, estava para começar o meu estágio - tinha que começar com a devida força.

No dia em que comecei, uma quarta-feira, a Maestra – minha superior, reuniu todos os trabalhadores da OCV e fez a minha apresentação. Falei-lhes um pouco da minha experiência, da minha vida, e todos fizeram o mesmo.

O meu posto de trabalho está no Centro administrativo do governo do estado de Tabasco, e eu, inocentemente, perguntava-me porquê? Pouco tempo depois tive a certeza que isso se deve ao facto de a nossa organização ser governamental, fazemos parte do governo, intervindo na área do turismo, seja na organização de eventos, na promoção deste destino, na conceção de novos produtos e na definição de estratégias em conjunto com outras entidades turísticas, como os diretores hoteleiros e das agências de viagens.

Logo no primeiro dia foram-me dadas algumas tarefas que, com todo o gosto, realizei.

 

Os dias foram passando e as coisas foram acontecendo – comecei a acompanhar a Maestra e algumas das minhas companheiras em reuniões e representações em eventos estatais. Nestes eventos tive o privilégio de conhecer pessoas bastante importantes neste estado, como o secretário do turismo, o presidente da associação de agentes de viagens mexicanas de Tabasco, entre umas quantas outras pessoas.

 

Obviamente, temos que adaptarmos à cultura, às maneiras, aos costumes, ao “chile”, à “salsa” que não é a nossa planta, mas que são os molhos mais picantes que já provei, às pessoas, e chegar com uma postura recetiva, de mente aberta, dispostos a aceitar uma cultura diferente.

 

A dizer deste estado, desta gente, desta comida, desta família, deste país, até à data, só tenho bem a dizer, estou extremamente contente e feliz. 

© 2023 por YOLO.

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Se necessitas de mais informações podes visitar o site da Oficina de Visitantes e Convenciones OCV - Tabasco

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